Sobe para 102 número de portugueses e lusodescendentes mortos nos sismos da Venezuela
O número de cidadãos portugueses e lusodescendentes que morreram no duplo sismo que atingiu a Venezuela há uma semana aumentou para 102 e há 57 desaparecidos.
O Ministério dos Negócios Estrangeiros avançou esta quarta-feira que entre os 102 cidadãos portugueses e lusodescendentes mortos estão 18 crianças e 84 adultos.
Dessas vítimas, 88 tinham também a nacionalidade venezuelana, segundo o MNE.
O anterior balanço contabilizava 100 cidadãos portugueses e lusodescendentes mortos e 59 desaparecidos ou incontactáveis.
No total, os sismos registados na Venezuela em 24 de junho causaram pelo menos 3.685 mortos e 16.740 feridos, segundo o mais recente balanço oficial.
Vários países, incluindo Portugal e outros Estados da União Europeia, enviaram equipas de busca e salvamento para a Venezuela.
A base de operações da missão portuguesa de resposta aos sismos está sediada em Catia la Mar, em La Guaira, zona de grande concentração de portugueses e lusodescendentes e uma das mais afetadas.
Os sismos de magnitude 7,2 e 7,5 ocorreram a 200 quilómetros de Caracas, com menos de um minuto de intervalo, e foram seguidos por centenas de réplicas, de acordo com o Serviço Geológico dos Estados Unidos.
O responsável pelas operações humanitárias da ONU lançou, na terça-feira, um apelo à angariação de 296 milhões de dólares para ajudar 1,3 milhões de pessoas afetadas pelo duplo sismo na Venezuela durante os próximos seis meses.
c/ Lusa